Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia
Artigos e reflexões embasados em conhecimento científico e prática da Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia.
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Plasticidade Cerebral e Aprendizagem: o livro que mudou a forma como conduzo minhas intervenções
Existem livros técnicos que você lê, aprende, arquiva na estante e segue em frente. E existem livros que mudam, de fato, o jeito como você trabalha no dia a dia do consultório. Plasticidade Cerebral e Aprendizagem, organizado por Newra Tellechea Rotta, César Augusto Bridi Filho e Fabiane Romano de Souza Bridi, é dessa segunda categoria para mim.
Foi um dos livros que estudamos no Clube do Livro da Plataforma Mais Psicopedagogia, e posso dizer, sem exagero, que ele enriqueceu profundamente a minha prática clínica. Foi a partir da leitura de um dos capítulos, inclusive, que passei a incorporar a estratégia das maquetes na intervenção, algo que trouxe resultados muito ricos com meus pacientes
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Efeito Dunning-Kruger na Psicopedagogia: como não virar (nem seguir) quem fala bobagem com convicção
Repare num padrão: quem sabe pouco sobre um assunto, e teve acesso a poucas perspectivas diferentes sobre ele, tende a achar que aquele pouco que conhece é toda a realidade sobre o tema. Essa sensação de completude gera segurança. E segurança gera vontade de falar, com convicção, sobre qualquer coisa relacionada àquele assunto.
Quanto mais você estuda de verdade um tema, o efeito é o oposto: cada camada nova de estudo revela mais possibilidades de enxergar o mesmo fato, mais nuances, mais exceções, mais “depende”. Isso não te deixa mais insegura no sentido ruim da palavra. Te deixa mais prudente. E, curiosamente, faz você falar menos com a certeza absoluta que caracteriza quem ainda está na superfície do assunto.
Esse fenômeno tem nome: efeito Dunning-Kruger. E ele é especialmente perigoso para quem trabalha com terapias, incluindo a psicopedagogia e a neuropsicopedagogia.
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Pedagogia x Psicopedagogia: qual a diferença (e por que isso muda todo o seu atendimento)
A maioria das psicopedagogas e neuropsicopedagogas que atendo e formo não se formou em Psicopedagogia na graduação. Vieram de outro lugar — na maioria das vezes, da Pedagogia ou de uma licenciatura — e fizeram uma especialização depois, buscando ampliar a atuação e, muitas vezes, migrar para o consultório.
E é exatamente aí que mora um risco silencioso, que atravessa boa parte da nossa profissão sem que a gente perceba: muitas dessas profissionais nunca deixam de ser pedagogas. Só passam a chamar o que fazem de “atendimento psicopedagógico”.
Não é uma crítica — é uma constatação de algo estruturalmente compreensível. Quando alguém passa anos formada e atuando como professora, o repertório de ensinar se torna automático, quase instintivo. E quando essa mesma pessoa entra num consultório, pela primeira vez sem uma turma de 30 alunos e um currículo a cumprir, o caminho mais natural é recorrer ao que ela já sabe fazer bem: ensinar. O problema é que ensinar e promover aprendizagem, embora pareçam sinônimos no senso comum, são processos fundamentalmente diferentes — e essa diferença muda tudo sobre como conduzimos um atendimento.

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Carreira e Desenvolvimento Profissional, Estudos e Aprendizagem, Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia, Trabalho e Propósito
Você tem a chance de ser uma psicopedagoga de elite ou uma psicopedagoga qualquer. Você só tem que escolher.
Existe uma diferença brutal entre a psicopedagoga que sobrevive na profissão e a psicopedagoga de elite.
A primeira aplica teste, entrega laudo, espera o próximo paciente aparecer, e vive com a sensação constante de que está sempre correndo atrás da agenda cheia, do reconhecimento, da segurança financeira que parece nunca vir por completo.
A segunda domina a base clínica com tanta profundidade que consegue conduzir qualquer caso com confiança, constrói uma reputação que atrai pacientes sem precisar implorar por indicação, e transformou o próprio conhecimento em múltiplas fontes de renda — porque entende de avaliação e intervenção, mas também entende de branding, posicionamento e negócio.
Se você se identificou com a primeira descrição, eu preciso te dizer uma coisa: a distância entre uma coisa e outra não é talento. É repertório. E é exatamente esse repertório que separa quem estaciona na carreira de quem se torna referência.
O que faz uma psicopedagoga de elite? Ela domina fundamentos científicos de avaliação e intervenção, não apenas protocolos prontos. Sabe estruturar um relatório que comunica com clareza e autoridade. Entende como se posicionar e ser encontrada pelos pacientes certos. E sabe construir, de forma estratégica, mais de uma fonte de renda dentro da própria área — sem depender só do atendimento clínico para sustentar a vida financeira.
Reunir esse repertório levou anos da minha trajetória. E no dia 22 de agosto, vou entregar, numa única manhã, ao vivo e gratuitamente, o caminho que percorri para chegar lá — para você não precisar levar anos para desenvolver o que pode começar a aplicar agora.
Essa é a Imersão Psicopedagoga de Elite: uma oportunidade única de acessar, de uma vez só, o conhecimento que sustenta a virada entre “só mais uma profissional da área” e uma psicopedagoga de elite de verdade.

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Comporte-se, de Robert Sapolsky: por que psicopedagogos e neuropsicopedagogos deveriam ler esse livro
Existem livros técnicos. Existem livros que mudam a forma como você olha para o ser humano. Comporte-se: a biologia humana em nosso melhor e pior, de Robert Sapolsky, é dos poucos que fazem as duas coisas ao mesmo tempo — e é exatamente por isso que ele foi uma das leituras mais marcantes que já fizemos no Clube do Livro da Plataforma Mais Psicopedagogia.

Comporte-se, de Robert Sapolsky -
Estilos de aprendizagem não existem: o que diz a ciência (e o que fazer no lugar)
Se você já classificou um paciente como “aprendiz visual”, “aprendiz auditivo” ou “aprendiz cinestésico”, preciso te contar uma coisa desconfortável: isso não tem comprovação científica nenhuma.
E não estou aqui para dar bronca em ninguém — eu mesma aprendi essa teoria na minha formação, como se fosse ciência consolidada. O problema não é ter aprendido isso um dia. O problema é continuar usando, sem questionar, quando a ciência já caminhou para outro lugar.
Gravei um vídeo completo sobre esse tema — de onde veio o mito dos estilos de aprendizagem, por que ele é tão sedutor, o que a ciência realmente diz sobre como aprendemos, e o que fazer na prática, no consultório, no lugar disso.
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Por que organizar o trabalho terapêutico traz mais paz (e não menos)
Hoje o meu dia foi assim: sentei para organizar a rotina de criação de conteúdo e revisei os processos da minha empresa dentro do Notion, ajustando etapas que já não faziam mais sentido.Nada glamouroso. Nenhuma novidade revolucionária. Só organização do trabalho terapêutico, no sentido mais prático da palavra.
E, ainda assim, foi um dos dias em que mais me senti em paz nas últimas semanas.

Eu aqui na varanda, organizando toda a minha vida no Notion 


















