Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia
Artigos e reflexões embasados em conhecimento científico e prática da Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia.
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Lei da Psicopedagogia sancionada: o que muda agora (e o que ainda está em jogo)
Essa semana, a Psicopedagogia deu mais um passo histórico: foi sancionada a Lei 15.519/26, que regulamenta o exercício da nossa profissão em todo o território nacional. Publicada no Diário Oficial da União em 23 de setembro de 2026, a lei já está em vigor.
Mas, como toda sanção presidencial, essa veio com um detalhe importante: houve veto parcial a uma parte específica da lei, justamente a que definia quem pode exercer a profissão. Quero explicar, com clareza e calma, o que isso significa na prática, o que vem a seguir, e por que, mesmo com essa ressalva, esse é um motivo genuíno de comemoração para toda a nossa categoria.
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BNCC e desenvolvimento infantil: por que a intervenção precoce sustenta todo o percurso escolar
Um professor pode ser excelente, seguir a BNCC à risca, planejar aulas ricas e bem estruturadas. Mas se a criança à frente dele ainda não desenvolveu as habilidades de base necessárias para aprender aquele conteúdo, todo esse trabalho pedagógico esbarra numa parede invisível. O conteúdo é ensinado, mas não é aprendido, porque a estrutura de desenvolvimento que sustenta a aprendizagem ainda não está pronta.
É exatamente aí que entra o nosso papel como psicopedagogas e neuropsicopedagogas: identificar, o quanto antes, os déficits que comprometem esse alicerce, para que o percurso escolar da criança não seja prejudicado antes mesmo de começar de verdade.
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Ansiedade ou dificuldade de aprendizagem? Como não confundir os dois
Uma criança que trava na hora da prova, que erra contas que sabe fazer, que esquece informação que estudou repetidas vezes, pode estar diante de uma dificuldade real de aprendizagem. Ou pode estar diante de outra coisa completamente diferente: um cérebro tomado pela ansiedade, que simplesmente não consegue acessar, naquele momento, o que já sabe.
Confundir os dois quadros é um erro clínico com consequências reais. Uma criança tratada como se tivesse uma dificuldade de aprendizagem, quando na verdade sua questão central é ansiedade, recebe intervenção na direção errada, enquanto a causa real do sofrimento continua sem ser tratada.
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Regulamentação da psicopedagogia: a luta histórica e a defesa da nossa profissão
Na semana passada, contei na newsletter Repertorium uma boa notícia: a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1675/23, que regulamenta o exercício profissional da psicopedagogia no Brasil, e o texto seguiu para sanção presidencial. Foi um momento de celebração genuína para nossa categoria.
Mas a história não parou por aí. Os conselhos federais de Fonoaudiologia e de Psicologia publicaram uma nota conjunta solicitando o veto presidencial ao projeto. E é sobre isso que quero falar hoje, com profundidade e, também, com a honestidade de quem defende a própria classe profissional.
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Carreira e Desenvolvimento Profissional, Estudos e Aprendizagem, Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia
O que estudar para ter sucesso na psicopedagogia e neuropsicopedagogia
Quando o assunto é sucesso na carreira, o primeiro impulso costuma ser pensar em marketing, posicionamento, atração de pacientes, precificação. Tudo isso importa, e já escrevi sobre boa parte disso aqui no blog. Mas existe um ponto que sustenta qualquer estratégia de mercado, e que costuma ficar em segundo plano nessa conversa: a competência técnica.
Nenhuma estratégia de marketing se sustenta, no longo prazo, sem um profissional realmente qualificado por trás dela. O que define uma boa psicopedagoga ou neuropsicopedagoga é a capacidade de gerar transformação real na vida de quem busca ajuda. Dominar as habilidades do ofício não é um passo anterior ao sucesso profissional. É parte constitutiva dele.
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Atendimento online em psicopedagogia: como estruturar com segurança técnica e clínica
Muitas profissionais adiam o início da carreira clínica porque acreditam que precisam, antes de mais nada, montar um consultório físico completo: sala alugada, mobiliário adequado, todos os testes e materiais organizados numa estante. Enquanto esse cenário “perfeito” não chega, a prática real também não começa.
O atendimento online remove boa parte dessa barreira inicial. Mas atenção: online não significa improvisado. Estruturar bem um atendimento a distância exige tanto cuidado técnico quanto clínico, talvez até mais do que o presencial, já que você perde parte do controle natural do ambiente físico e precisa recriar, de forma intencional, as condições que sustentam uma boa avaliação e uma boa intervenção.
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Como avaliar crianças pré-escolares: o que fazer quando as provas operatórias não servem
Você já sabe: não dá para aplicar provas operatórias numa criança pré-escolar. As chamadas provas operatórias, os clássicos testes de conservação de quantidade, de classificação, de seriação, foram desenhadas para avaliar o raciocínio lógico próprio do estágio das operações concretas, que só se consolida, segundo Piaget, a partir de aproximadamente 7 anos.
O problema é que saber o que não fazer não é o mesmo que saber o que fazer no lugar. É exatamente nesse ponto que muitas profissionais ficam perdidas: sabem que a criança está exatamente onde deveria estar para sua idade, mas não têm clareza sobre qual caminho concreto seguir para avaliar, de fato, o desenvolvimento dessa fase.


















