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Como avaliar crianças pré-escolares: o que fazer quando as provas operatórias não servem
Você já sabe: não dá para aplicar provas operatórias numa criança pré-escolar. As chamadas provas operatórias, os clássicos testes de conservação de quantidade, de classificação, de seriação, foram desenhadas para avaliar o raciocínio lógico próprio do estágio das operações concretas, que só se consolida, segundo Piaget, a partir de aproximadamente 7 anos.
O problema é que saber o que não fazer não é o mesmo que saber o que fazer no lugar. É exatamente nesse ponto que muitas profissionais ficam perdidas: sabem que a criança está exatamente onde deveria estar para sua idade, mas não têm clareza sobre qual caminho concreto seguir para avaliar, de fato, o desenvolvimento dessa fase.
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Como conduzir a devolutiva: a conversa com os pais que a maioria não aprende a fazer
Existe uma diferença enorme entre escrever um bom relatório e conduzir bem a conversa em que esse relatório é apresentado à família. A maioria das formações em psicopedagogia ensina bastante sobre o primeiro. Quase nenhuma ensina, de fato, sobre o segundo.
A devolutiva é o momento em que semanas, às vezes meses, de investigação se transformam em palavras ditas, olho no olho, para pais que muitas vezes chegaram até ali carregando medo, culpa e uma expectativa emocional altíssima. Não é sobre ler o relatório em voz alta. É sobre conduzir uma conversa que a família vai lembrar por muito tempo, para o bem ou para o mal.
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Por que você se sente insegura para atuar na psicopedagogia (e como superar isso)
Se você já sentiu medo de fazer sua primeira avaliação, insegurança para cobrar pelo seu trabalho, ou a sensação de que talvez não esteja realmente preparada, mesmo depois de anos de estudo, eu preciso te dizer uma coisa com todas as letras: isso não é sinal de despreparo. É, na maioria das vezes, sinal do contrário.
Insegurança é comum entre profissionais responsáveis. Quem tem consciência real do impacto das próprias ações, do peso de uma avaliação mal conduzida, de uma intervenção equivocada, de uma devolutiva mal comunicada, sente o peso dessa responsabilidade. É exatamente essa consciência que gera o desconforto. Profissionais displicentes, que não enxergam a real dimensão do que fazem, raramente sentem essa insegurança, porque não fazem ideia do que está em jogo.
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Múltiplas fontes de renda para psicopedagogas: como diversificar sem abandonar o consultório
Existe uma vulnerabilidade silenciosa na rotina de quem vive exclusivamente de atendimento clínico: se você não atende, você não recebe. Período de férias, uma semana de saúde fragilizada, um mês com menos procura, tudo isso se traduz diretamente em menos dinheiro entrando, porque a única fonte de receita depende inteiramente da sua presença física, hora a hora, sessão a sessão.
Diversificar fontes de renda não é sobre abandonar o consultório, nem sobre se tornar uma espécie de empreendedora digital que se afasta da prática clínica. É sobre construir camadas adicionais de receita que sustentem sua vida financeira mesmo quando o atendimento, por qualquer motivo, oscila.
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Marketing e branding para psicopedagogas: como construir uma reputação impossível de ignorar
Existe uma crença que atrapalha muita profissional talentosa da nossa área: a ideia de que basta ser boa no que faz para que os pacientes apareçam naturalmente. Competência técnica é condição necessária, mas nunca foi suficiente. O mercado está cheio de profissionais excelentes que ninguém conhece, e de profissionais medianas que constroem agendas cheias, porque entenderam algo que a maioria ignora: reputação se constrói, não se espera.
Marketing e branding, para nós, não são sobre aparecer por aparecer, ou seguir fórmula de conteúdo viral. São sobre construir, de forma intencional e sustentável, a percepção que o mercado tem do seu trabalho, até que essa percepção se torne impossível de ignorar.
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Como escrever relatórios psicopedagógicos claros: o método que uso na Plataforma MaisPp
Um relatório mal escrito pode anular todo o valor de uma avaliação bem conduzida. Você pode ter formulado as hipóteses certas, aplicado os instrumentos adequados, chegado a conclusões clinicamente sólidas, e ainda assim ver tudo isso se perder porque o documento final não comunica com clareza para quem precisa entender aquilo: a família, a escola, outros profissionais envolvidos no cuidado do paciente.
Na Plataforma Mais Psicopedagogia, desenvolvemos um método de relatório que é constantemente elogiado por quem recebe, justamente porque resolve esse problema de comunicação sem abrir mão de profundidade técnica. Quero compartilhar aqui a lógica por trás dele.
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Como escolher as atividades certas para a intervenção psicopedagógica
Existe um hábito comum, e sedutor, entre profissionais que estão começando na clínica: abrir o Pinterest, o Instagram ou um banco de atividades prontas, escolher algo que parece bonito, lúdico, “criativo”, e levar para a sessão seguinte. A criança gosta, a sessão flui bem, todo mundo sai satisfeito.
O problema é que “a criança gostou” e “a atividade produziu evolução real” são coisas completamente diferentes. E é justamente aí que mora um dos erros mais silenciosos da nossa prática: escolher atividades pela aparência, não pela função que elas efetivamente trabalham.



















