-
Networking na Psicopedagogia: como a forma como você trata as pessoas constrói sua reputação
Captação de paciente não começa no Instagram. Começa, muitas vezes, na fila da padaria.
Sei que parece exagero, mas não é. A forma como você trata as pessoas, em qualquer contexto, mesmo naqueles que parecem completamente desconectados da sua profissão, constrói (ou destrói) a rede de relações que, um dia, pode te trazer o próximo paciente, a próxima indicação, a próxima oportunidade. Networking de verdade não é uma técnica de marketing. É um jeito de viver.
-
Será que a Psicopedagogia é para mim? O que fazer quando a motivação some
“Como saber se a Psicopedagogia é para mim? Estou pensando em desistir. Estou tão desmotivada…” Frequentemente recebo perguntas assim, e frequentemente me esforço para responder de um jeito que realmente ajude, não só com uma frase de efeito. Dessa vez, percebi que a melhor forma de responder de verdade era escrever com calma, com profundidade, tudo o que eu penso sobre isso.
Não vou te dar uma resposta rasa, tipo “se você ama o que faz, você vai saber”. Quero ir mais a fundo, porque essa pergunta esconde uma confusão comum, e desfazer essa confusão pode te ajudar muito mais do que qualquer teste de vocação.
Essa pergunta, aliás, não é exclusiva de quem está insegura sobre a Psicopedagogia especificamente. É uma das dúvidas mais universais que existem sobre trabalho e carreira, atravessando praticamente todas as profissões, em todos os países, em todas as épocas. O que muda, de pessoa para pessoa, não é se a dúvida vai surgir algum dia, mas como cada uma lida com ela quando ela chega.
-
O plano de 3 meses para sua carreira não terminar o ano do jeito que começou
Em três meses, você pode mudar completamente o rumo da sua carreira. Não estou falando de virar outra pessoa, nem de conquistar em 90 dias o que levaria anos. Estou falando de algo mais realista, e por isso mesmo mais poderoso: terminar o ano com um projeto em movimento, em vez de terminar (mais uma vez) com aquela sensação de “ano que vem eu começo direito”.
Gravei um vídeo completo sobre isso essa semana, com um passo a passo prático para você aplicar já, e quero aproveitar esse texto para desenvolver algumas dicas extras que não couberam no vídeo, mas que fazem toda diferença na hora de colocar esse plano em prática de verdade.
Se você chegou até aqui pensando que setembro (ou qualquer mês em que estiver lendo isso) já está avançado demais para começar algo novo, saiba que esse raciocínio é exatamente o que costuma impedir tanta gente boa de sair do lugar. O calendário do ano civil é uma convenção útil para organizar contas e planejamentos, mas seu cérebro e sua carreira não sabem, nem se importam, com em que mês do ano você decide começar a se mover na direção de algo que importa para você.
-
Ansiedade ou dificuldade de aprendizagem? Como não confundir os dois
Uma criança que trava na hora da prova, que erra contas que sabe fazer, que esquece informação que estudou repetidas vezes, pode estar diante de uma dificuldade real de aprendizagem. Ou pode estar diante de outra coisa completamente diferente: um cérebro tomado pela ansiedade, que simplesmente não consegue acessar, naquele momento, o que já sabe.
Confundir os dois quadros é um erro clínico com consequências reais. Uma criança tratada como se tivesse uma dificuldade de aprendizagem, quando na verdade sua questão central é ansiedade, recebe intervenção na direção errada, enquanto a causa real do sofrimento continua sem ser tratada.
-
Regulamentação da psicopedagogia: a luta histórica e a defesa da nossa profissão
Na semana passada, contei na newsletter Repertorium uma boa notícia: a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1675/23, que regulamenta o exercício profissional da psicopedagogia no Brasil, e o texto seguiu para sanção presidencial. Foi um momento de celebração genuína para nossa categoria.
Mas a história não parou por aí. Os conselhos federais de Fonoaudiologia e de Psicologia publicaram uma nota conjunta solicitando o veto presidencial ao projeto. E é sobre isso que quero falar hoje, com profundidade e, também, com a honestidade de quem defende a própria classe profissional.
-
Carreira e Desenvolvimento Profissional, Estudos e Aprendizagem, Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia
O que estudar para ter sucesso na psicopedagogia e neuropsicopedagogia
Quando o assunto é sucesso na carreira, o primeiro impulso costuma ser pensar em marketing, posicionamento, atração de pacientes, precificação. Tudo isso importa, e já escrevi sobre boa parte disso aqui no blog. Mas existe um ponto que sustenta qualquer estratégia de mercado, e que costuma ficar em segundo plano nessa conversa: a competência técnica.
Nenhuma estratégia de marketing se sustenta, no longo prazo, sem um profissional realmente qualificado por trás dela. O que define uma boa psicopedagoga ou neuropsicopedagoga é a capacidade de gerar transformação real na vida de quem busca ajuda. Dominar as habilidades do ofício não é um passo anterior ao sucesso profissional. É parte constitutiva dele.
-
Atendimento online em psicopedagogia: como estruturar com segurança técnica e clínica
Muitas profissionais adiam o início da carreira clínica porque acreditam que precisam, antes de mais nada, montar um consultório físico completo: sala alugada, mobiliário adequado, todos os testes e materiais organizados numa estante. Enquanto esse cenário “perfeito” não chega, a prática real também não começa.
O atendimento online remove boa parte dessa barreira inicial. Mas atenção: online não significa improvisado. Estruturar bem um atendimento a distância exige tanto cuidado técnico quanto clínico, talvez até mais do que o presencial, já que você perde parte do controle natural do ambiente físico e precisa recriar, de forma intencional, as condições que sustentam uma boa avaliação e uma boa intervenção.



















