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O plano de 3 meses para sua carreira não terminar o ano do jeito que começou
Em três meses, você pode mudar completamente o rumo da sua carreira. Não estou falando de virar outra pessoa, nem de conquistar em 90 dias o que levaria anos. Estou falando de algo mais realista, e por isso mesmo mais poderoso: terminar o ano com um projeto em movimento, em vez de terminar (mais uma vez) com aquela sensação de “ano que vem eu começo direito”.
Gravei um vídeo completo sobre isso essa semana, com um passo a passo prático para você aplicar já, e quero aproveitar esse texto para desenvolver algumas dicas extras que não couberam no vídeo, mas que fazem toda diferença na hora de colocar esse plano em prática de verdade.
Se você chegou até aqui pensando que setembro (ou qualquer mês em que estiver lendo isso) já está avançado demais para começar algo novo, saiba que esse raciocínio é exatamente o que costuma impedir tanta gente boa de sair do lugar. O calendário do ano civil é uma convenção útil para organizar contas e planejamentos, mas seu cérebro e sua carreira não sabem, nem se importam, com em que mês do ano você decide começar a se mover na direção de algo que importa para você.
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Ansiedade ou dificuldade de aprendizagem? Como não confundir os dois
Uma criança que trava na hora da prova, que erra contas que sabe fazer, que esquece informação que estudou repetidas vezes, pode estar diante de uma dificuldade real de aprendizagem. Ou pode estar diante de outra coisa completamente diferente: um cérebro tomado pela ansiedade, que simplesmente não consegue acessar, naquele momento, o que já sabe.
Confundir os dois quadros é um erro clínico com consequências reais. Uma criança tratada como se tivesse uma dificuldade de aprendizagem, quando na verdade sua questão central é ansiedade, recebe intervenção na direção errada, enquanto a causa real do sofrimento continua sem ser tratada.
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Regulamentação da psicopedagogia: a luta histórica e a defesa da nossa profissão
Na semana passada, contei na newsletter Repertorium uma boa notícia: a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1675/23, que regulamenta o exercício profissional da psicopedagogia no Brasil, e o texto seguiu para sanção presidencial. Foi um momento de celebração genuína para nossa categoria.
Mas a história não parou por aí. Os conselhos federais de Fonoaudiologia e de Psicologia publicaram uma nota conjunta solicitando o veto presidencial ao projeto. E é sobre isso que quero falar hoje, com profundidade e, também, com a honestidade de quem defende a própria classe profissional.
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Carreira e Desenvolvimento Profissional, Estudos e Aprendizagem, Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia
O que estudar para ter sucesso na psicopedagogia e neuropsicopedagogia
Quando o assunto é sucesso na carreira, o primeiro impulso costuma ser pensar em marketing, posicionamento, atração de pacientes, precificação. Tudo isso importa, e já escrevi sobre boa parte disso aqui no blog. Mas existe um ponto que sustenta qualquer estratégia de mercado, e que costuma ficar em segundo plano nessa conversa: a competência técnica.
Nenhuma estratégia de marketing se sustenta, no longo prazo, sem um profissional realmente qualificado por trás dela. O que define uma boa psicopedagoga ou neuropsicopedagoga é a capacidade de gerar transformação real na vida de quem busca ajuda. Dominar as habilidades do ofício não é um passo anterior ao sucesso profissional. É parte constitutiva dele.
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Atendimento online em psicopedagogia: como estruturar com segurança técnica e clínica
Muitas profissionais adiam o início da carreira clínica porque acreditam que precisam, antes de mais nada, montar um consultório físico completo: sala alugada, mobiliário adequado, todos os testes e materiais organizados numa estante. Enquanto esse cenário “perfeito” não chega, a prática real também não começa.
O atendimento online remove boa parte dessa barreira inicial. Mas atenção: online não significa improvisado. Estruturar bem um atendimento a distância exige tanto cuidado técnico quanto clínico, talvez até mais do que o presencial, já que você perde parte do controle natural do ambiente físico e precisa recriar, de forma intencional, as condições que sustentam uma boa avaliação e uma boa intervenção.
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Como avaliar crianças pré-escolares: o que fazer quando as provas operatórias não servem
Você já sabe: não dá para aplicar provas operatórias numa criança pré-escolar. As chamadas provas operatórias, os clássicos testes de conservação de quantidade, de classificação, de seriação, foram desenhadas para avaliar o raciocínio lógico próprio do estágio das operações concretas, que só se consolida, segundo Piaget, a partir de aproximadamente 7 anos.
O problema é que saber o que não fazer não é o mesmo que saber o que fazer no lugar. É exatamente nesse ponto que muitas profissionais ficam perdidas: sabem que a criança está exatamente onde deveria estar para sua idade, mas não têm clareza sobre qual caminho concreto seguir para avaliar, de fato, o desenvolvimento dessa fase.
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Como conduzir a devolutiva: a conversa com os pais que a maioria não aprende a fazer
Existe uma diferença enorme entre escrever um bom relatório e conduzir bem a conversa em que esse relatório é apresentado à família. A maioria das formações em psicopedagogia ensina bastante sobre o primeiro. Quase nenhuma ensina, de fato, sobre o segundo.
A devolutiva é o momento em que semanas, às vezes meses, de investigação se transformam em palavras ditas, olho no olho, para pais que muitas vezes chegaram até ali carregando medo, culpa e uma expectativa emocional altíssima. Não é sobre ler o relatório em voz alta. É sobre conduzir uma conversa que a família vai lembrar por muito tempo, para o bem ou para o mal.


















