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Transição de carreira para psicopedagogia: guia completo
A maioria das profissionais da educação busca a psicopedagogia com um objetivo claro: viver exclusivamente do consultório, sem depender mais da sala de aula.
É um objetivo legítimo e, na minha experiência acompanhando centenas de profissionais nessa jornada, também é um dos objetivos mais mal planejados da nossa área. Não por falta de competência clínica, mas porque a transição para chegar lá costuma ser tratada como um evento (fazer a especialização, montar uma sala) em vez de um processo (planejamento e execução deliberada ao longo do tempo). O resultado mais comum é: a profissional se especializa, monta um consultório, e descobre, muitas vezes de forma dolorosa, que saber avaliar e intervir clinicamente não é a mesma coisa que saber se sustentar financeiramente só com isso.
Antes de entrar no planejamento prático, vale uma ressalva importante: esse guia parte do princípio de que você já entende com clareza a diferença entre trabalho pedagógico e trabalho psicopedagógico, fundamento que também é comum ficar embaçado justamente em quem vem da educação. Se esse não for o seu caso ainda, recomendo começar por Pedagogia x Psicopedagogia: qual a diferença (e por que isso muda todo o seu atendimento) antes de seguir com o planejamento abaixo.

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Pedagogia x Psicopedagogia: qual a diferença (e por que isso muda todo o seu atendimento)
A maioria das psicopedagogas e neuropsicopedagogas que atendo e formo não se formou em Psicopedagogia na graduação. Vieram de outro lugar — na maioria das vezes, da Pedagogia ou de uma licenciatura — e fizeram uma especialização depois, buscando ampliar a atuação e, muitas vezes, migrar para o consultório.
E é exatamente aí que mora um risco silencioso, que atravessa boa parte da nossa profissão sem que a gente perceba: muitas dessas profissionais nunca deixam de ser pedagogas. Só passam a chamar o que fazem de “atendimento psicopedagógico”.
Não é uma crítica — é uma constatação de algo estruturalmente compreensível. Quando alguém passa anos formada e atuando como professora, o repertório de ensinar se torna automático, quase instintivo. E quando essa mesma pessoa entra num consultório, pela primeira vez sem uma turma de 30 alunos e um currículo a cumprir, o caminho mais natural é recorrer ao que ela já sabe fazer bem: ensinar. O problema é que ensinar e promover aprendizagem, embora pareçam sinônimos no senso comum, são processos fundamentalmente diferentes — e essa diferença muda tudo sobre como conduzimos um atendimento.

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Carreira e Desenvolvimento Profissional, Estudos e Aprendizagem, Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia, Trabalho e Propósito
Você tem a chance de ser uma psicopedagoga de elite ou uma psicopedagoga qualquer. Você só tem que escolher.
Existe uma diferença brutal entre a psicopedagoga que sobrevive na profissão e a psicopedagoga de elite.
A primeira aplica teste, entrega laudo, espera o próximo paciente aparecer, e vive com a sensação constante de que está sempre correndo atrás da agenda cheia, do reconhecimento, da segurança financeira que parece nunca vir por completo.
A segunda domina a base clínica com tanta profundidade que consegue conduzir qualquer caso com confiança, constrói uma reputação que atrai pacientes sem precisar implorar por indicação, e transformou o próprio conhecimento em múltiplas fontes de renda — porque entende de avaliação e intervenção, mas também entende de branding, posicionamento e negócio.
Se você se identificou com a primeira descrição, eu preciso te dizer uma coisa: a distância entre uma coisa e outra não é talento. É repertório. E é exatamente esse repertório que separa quem estaciona na carreira de quem se torna referência.
O que faz uma psicopedagoga de elite? Ela domina fundamentos científicos de avaliação e intervenção, não apenas protocolos prontos. Sabe estruturar um relatório que comunica com clareza e autoridade. Entende como se posicionar e ser encontrada pelos pacientes certos. E sabe construir, de forma estratégica, mais de uma fonte de renda dentro da própria área — sem depender só do atendimento clínico para sustentar a vida financeira.
Reunir esse repertório levou anos da minha trajetória. E no dia 22 de agosto, vou entregar, numa única manhã, ao vivo e gratuitamente, o caminho que percorri para chegar lá — para você não precisar levar anos para desenvolver o que pode começar a aplicar agora.
Essa é a Imersão Psicopedagoga de Elite: uma oportunidade única de acessar, de uma vez só, o conhecimento que sustenta a virada entre “só mais uma profissional da área” e uma psicopedagoga de elite de verdade.

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Falando a Real: o que a série do Apple TV+ ensina sobre o limite entre ajudar e resolver pelo outro
Como terapeuta, você já olhou para um paciente, para uma família, para os pais de uma criança que atende, e sentiu vontade de simplesmente falar a real? Aquelas situações em que, enquanto você escuta, pensa: “meu Deus, é só fazer tal coisa que isso resolve, será que eles não estão vendo?”
Isso pode acontecer bastante. Mas sentir vontade não significa que devemos fazer. Nossos pacientes, e as famílias que atendemos, precisam passar pelo processo do aprendizado — e não podemos fazer isso por eles.
Mas, e se você, como terapeuta, não estiver nada bem, e simplesmente decidir que vai falar tudo para seus pacientes?

Harrison Ford e Jason Segel, que interpreta um terapeuta que decide ser brutalmente sincero -
Comporte-se, de Robert Sapolsky: por que psicopedagogos e neuropsicopedagogos deveriam ler esse livro
Existem livros técnicos. Existem livros que mudam a forma como você olha para o ser humano. Comporte-se: a biologia humana em nosso melhor e pior, de Robert Sapolsky, é dos poucos que fazem as duas coisas ao mesmo tempo — e é exatamente por isso que ele foi uma das leituras mais marcantes que já fizemos no Clube do Livro da Plataforma Mais Psicopedagogia.

Comporte-se, de Robert Sapolsky -
Estilos de aprendizagem não existem: o que diz a ciência (e o que fazer no lugar)
Se você já classificou um paciente como “aprendiz visual”, “aprendiz auditivo” ou “aprendiz cinestésico”, preciso te contar uma coisa desconfortável: isso não tem comprovação científica nenhuma.
E não estou aqui para dar bronca em ninguém — eu mesma aprendi essa teoria na minha formação, como se fosse ciência consolidada. O problema não é ter aprendido isso um dia. O problema é continuar usando, sem questionar, quando a ciência já caminhou para outro lugar.
Gravei um vídeo completo sobre esse tema — de onde veio o mito dos estilos de aprendizagem, por que ele é tão sedutor, o que a ciência realmente diz sobre como aprendemos, e o que fazer na prática, no consultório, no lugar disso.
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Por que organizar o trabalho terapêutico traz mais paz (e não menos)
Hoje o meu dia foi assim: sentei para organizar a rotina de criação de conteúdo e revisei os processos da minha empresa dentro do Notion, ajustando etapas que já não faziam mais sentido.Nada glamouroso. Nenhuma novidade revolucionária. Só organização do trabalho terapêutico, no sentido mais prático da palavra.
E, ainda assim, foi um dos dias em que mais me senti em paz nas últimas semanas.

Eu aqui na varanda, organizando toda a minha vida no Notion 



















