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Plasticidade Cerebral e Aprendizagem: o livro que mudou a forma como conduzo minhas intervenções
Existem livros técnicos que você lê, aprende, arquiva na estante e segue em frente. E existem livros que mudam, de fato, o jeito como você trabalha no dia a dia do consultório. Plasticidade Cerebral e Aprendizagem, organizado por Newra Tellechea Rotta, César Augusto Bridi Filho e Fabiane Romano de Souza Bridi, é dessa segunda categoria para mim.
Foi um dos livros que estudamos no Clube do Livro da Plataforma Mais Psicopedagogia, e posso dizer, sem exagero, que ele enriqueceu profundamente a minha prática clínica. Foi a partir da leitura de um dos capítulos, inclusive, que passei a incorporar a estratégia das maquetes na intervenção, algo que trouxe resultados muito ricos com meus pacientes

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Efeito Dunning-Kruger na Psicopedagogia: como não virar (nem seguir) quem fala bobagem com convicção
Repare num padrão: quem sabe pouco sobre um assunto, e teve acesso a poucas perspectivas diferentes sobre ele, tende a achar que aquele pouco que conhece é toda a realidade sobre o tema. Essa sensação de completude gera segurança. E segurança gera vontade de falar, com convicção, sobre qualquer coisa relacionada àquele assunto.
Quanto mais você estuda de verdade um tema, o efeito é o oposto: cada camada nova de estudo revela mais possibilidades de enxergar o mesmo fato, mais nuances, mais exceções, mais “depende”. Isso não te deixa mais insegura no sentido ruim da palavra. Te deixa mais prudente. E, curiosamente, faz você falar menos com a certeza absoluta que caracteriza quem ainda está na superfície do assunto.
Esse fenômeno tem nome: efeito Dunning-Kruger. E ele é especialmente perigoso para quem trabalha com terapias, incluindo a psicopedagogia e a neuropsicopedagogia.

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Você não vai sobreviver na Psicopedagogia se não enxergar seu consultório como um negócio
Você fecha uma avaliação impecável. Investigou direito, levantou hipótese, confirmou, entregou uma devolutiva clara. A família sai satisfeita, agradece, elogia seu trabalho. E aí, algumas semanas depois… some. Não volta para a intervenção, não responde mensagem, e você fica sem entender o que aconteceu.
Se isso já aconteceu com você, não está sozinha: é uma das situações mais frequentes que ouço em supervisão. E ela mexe com a gente de um jeito que vai muito além do financeiro. Pesa saber que você identificou o problema, sabia exatamente como ajudar, e aquele paciente não vai receber o cuidado que precisava.

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Transição de carreira para psicopedagogia: guia completo
A maioria das profissionais da educação busca a psicopedagogia com um objetivo claro: viver exclusivamente do consultório, sem depender mais da sala de aula.
É um objetivo legítimo e, na minha experiência acompanhando centenas de profissionais nessa jornada, também é um dos objetivos mais mal planejados da nossa área. Não por falta de competência clínica, mas porque a transição para chegar lá costuma ser tratada como um evento (fazer a especialização, montar uma sala) em vez de um processo (planejamento e execução deliberada ao longo do tempo). O resultado mais comum é: a profissional se especializa, monta um consultório, e descobre, muitas vezes de forma dolorosa, que saber avaliar e intervir clinicamente não é a mesma coisa que saber se sustentar financeiramente só com isso.
Antes de entrar no planejamento prático, vale uma ressalva importante: esse guia parte do princípio de que você já entende com clareza a diferença entre trabalho pedagógico e trabalho psicopedagógico, fundamento que também é comum ficar embaçado justamente em quem vem da educação. Se esse não for o seu caso ainda, recomendo começar por Pedagogia x Psicopedagogia: qual a diferença (e por que isso muda todo o seu atendimento) antes de seguir com o planejamento abaixo.

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Pedagogia x Psicopedagogia: qual a diferença (e por que isso muda todo o seu atendimento)
A maioria das psicopedagogas e neuropsicopedagogas que atendo e formo não se formou em Psicopedagogia na graduação. Vieram de outro lugar — na maioria das vezes, da Pedagogia ou de uma licenciatura — e fizeram uma especialização depois, buscando ampliar a atuação e, muitas vezes, migrar para o consultório.
E é exatamente aí que mora um risco silencioso, que atravessa boa parte da nossa profissão sem que a gente perceba: muitas dessas profissionais nunca deixam de ser pedagogas. Só passam a chamar o que fazem de “atendimento psicopedagógico”.
Não é uma crítica — é uma constatação de algo estruturalmente compreensível. Quando alguém passa anos formada e atuando como professora, o repertório de ensinar se torna automático, quase instintivo. E quando essa mesma pessoa entra num consultório, pela primeira vez sem uma turma de 30 alunos e um currículo a cumprir, o caminho mais natural é recorrer ao que ela já sabe fazer bem: ensinar. O problema é que ensinar e promover aprendizagem, embora pareçam sinônimos no senso comum, são processos fundamentalmente diferentes — e essa diferença muda tudo sobre como conduzimos um atendimento.

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Carreira e Desenvolvimento Profissional, Estudos e Aprendizagem, Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia, Trabalho e Propósito
Você tem a chance de ser uma psicopedagoga de elite ou uma psicopedagoga qualquer. Você só tem que escolher.
Existe uma diferença brutal entre a psicopedagoga que sobrevive na profissão e a psicopedagoga de elite.
A primeira aplica teste, entrega laudo, espera o próximo paciente aparecer, e vive com a sensação constante de que está sempre correndo atrás da agenda cheia, do reconhecimento, da segurança financeira que parece nunca vir por completo.
A segunda domina a base clínica com tanta profundidade que consegue conduzir qualquer caso com confiança, constrói uma reputação que atrai pacientes sem precisar implorar por indicação, e transformou o próprio conhecimento em múltiplas fontes de renda — porque entende de avaliação e intervenção, mas também entende de branding, posicionamento e negócio.
Se você se identificou com a primeira descrição, eu preciso te dizer uma coisa: a distância entre uma coisa e outra não é talento. É repertório. E é exatamente esse repertório que separa quem estaciona na carreira de quem se torna referência.
O que faz uma psicopedagoga de elite? Ela domina fundamentos científicos de avaliação e intervenção, não apenas protocolos prontos. Sabe estruturar um relatório que comunica com clareza e autoridade. Entende como se posicionar e ser encontrada pelos pacientes certos. E sabe construir, de forma estratégica, mais de uma fonte de renda dentro da própria área — sem depender só do atendimento clínico para sustentar a vida financeira.
Reunir esse repertório levou anos da minha trajetória. E no dia 22 de agosto, vou entregar, numa única manhã, ao vivo e gratuitamente, o caminho que percorri para chegar lá — para você não precisar levar anos para desenvolver o que pode começar a aplicar agora.
Essa é a Imersão Psicopedagoga de Elite: uma oportunidade única de acessar, de uma vez só, o conhecimento que sustenta a virada entre “só mais uma profissional da área” e uma psicopedagoga de elite de verdade.

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Falando a Real: o que a série do Apple TV+ ensina sobre o limite entre ajudar e resolver pelo outro
Como terapeuta, você já olhou para um paciente, para uma família, para os pais de uma criança que atende, e sentiu vontade de simplesmente falar a real? Aquelas situações em que, enquanto você escuta, pensa: “meu Deus, é só fazer tal coisa que isso resolve, será que eles não estão vendo?”
Isso pode acontecer bastante. Mas sentir vontade não significa que devemos fazer. Nossos pacientes, e as famílias que atendemos, precisam passar pelo processo do aprendizado — e não podemos fazer isso por eles.
Mas, e se você, como terapeuta, não estiver nada bem, e simplesmente decidir que vai falar tudo para seus pacientes?

Harrison Ford e Jason Segel, que interpreta um terapeuta que decide ser brutalmente sincero

















