Trabalho e Propósito
Artigos que ajudam leitores a construírem uma carreira significativa e alinhada aos seus valores pessoais, incluindo temas de transição, organização, produtividade, criatividade e propósito.
-
Efeito Dunning-Kruger na Psicopedagogia: como não virar (nem seguir) quem fala bobagem com convicção
Repare num padrão: quem sabe pouco sobre um assunto, e teve acesso a poucas perspectivas diferentes sobre ele, tende a achar que aquele pouco que conhece é toda a realidade sobre o tema. Essa sensação de completude gera segurança. E segurança gera vontade de falar, com convicção, sobre qualquer coisa relacionada àquele assunto.
Quanto mais você estuda de verdade um tema, o efeito é o oposto: cada camada nova de estudo revela mais possibilidades de enxergar o mesmo fato, mais nuances, mais exceções, mais “depende”. Isso não te deixa mais insegura no sentido ruim da palavra. Te deixa mais prudente. E, curiosamente, faz você falar menos com a certeza absoluta que caracteriza quem ainda está na superfície do assunto.
Esse fenômeno tem nome: efeito Dunning-Kruger. E ele é especialmente perigoso para quem trabalha com terapias, incluindo a psicopedagogia e a neuropsicopedagogia.
-
Você não vai sobreviver na Psicopedagogia se não enxergar seu consultório como um negócio
Você fecha uma avaliação impecável. Investigou direito, levantou hipótese, confirmou, entregou uma devolutiva clara. A família sai satisfeita, agradece, elogia seu trabalho. E aí, algumas semanas depois… some. Não volta para a intervenção, não responde mensagem, e você fica sem entender o que aconteceu.
Se isso já aconteceu com você, não está sozinha: é uma das situações mais frequentes que ouço em supervisão. E ela mexe com a gente de um jeito que vai muito além do financeiro. Pesa saber que você identificou o problema, sabia exatamente como ajudar, e aquele paciente não vai receber o cuidado que precisava.
-
Transição de carreira para psicopedagogia: guia completo
A maioria das profissionais da educação busca a psicopedagogia com um objetivo claro: viver exclusivamente do consultório, sem depender mais da sala de aula.
É um objetivo legítimo e, na minha experiência acompanhando centenas de profissionais nessa jornada, também é um dos objetivos mais mal planejados da nossa área. Não por falta de competência clínica, mas porque a transição para chegar lá costuma ser tratada como um evento (fazer a especialização, montar uma sala) em vez de um processo (planejamento e execução deliberada ao longo do tempo). O resultado mais comum é: a profissional se especializa, monta um consultório, e descobre, muitas vezes de forma dolorosa, que saber avaliar e intervir clinicamente não é a mesma coisa que saber se sustentar financeiramente só com isso.
Antes de entrar no planejamento prático, vale uma ressalva importante: esse guia parte do princípio de que você já entende com clareza a diferença entre trabalho pedagógico e trabalho psicopedagógico, fundamento que também é comum ficar embaçado justamente em quem vem da educação. Se esse não for o seu caso ainda, recomendo começar por Pedagogia x Psicopedagogia: qual a diferença (e por que isso muda todo o seu atendimento) antes de seguir com o planejamento abaixo.

-
Carreira e Desenvolvimento Profissional, Estudos e Aprendizagem, Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia, Trabalho e Propósito
Você tem a chance de ser uma psicopedagoga de elite ou uma psicopedagoga qualquer. Você só tem que escolher.
Existe uma diferença brutal entre a psicopedagoga que sobrevive na profissão e a psicopedagoga de elite.
A primeira aplica teste, entrega laudo, espera o próximo paciente aparecer, e vive com a sensação constante de que está sempre correndo atrás da agenda cheia, do reconhecimento, da segurança financeira que parece nunca vir por completo.
A segunda domina a base clínica com tanta profundidade que consegue conduzir qualquer caso com confiança, constrói uma reputação que atrai pacientes sem precisar implorar por indicação, e transformou o próprio conhecimento em múltiplas fontes de renda — porque entende de avaliação e intervenção, mas também entende de branding, posicionamento e negócio.
Se você se identificou com a primeira descrição, eu preciso te dizer uma coisa: a distância entre uma coisa e outra não é talento. É repertório. E é exatamente esse repertório que separa quem estaciona na carreira de quem se torna referência.
O que faz uma psicopedagoga de elite? Ela domina fundamentos científicos de avaliação e intervenção, não apenas protocolos prontos. Sabe estruturar um relatório que comunica com clareza e autoridade. Entende como se posicionar e ser encontrada pelos pacientes certos. E sabe construir, de forma estratégica, mais de uma fonte de renda dentro da própria área — sem depender só do atendimento clínico para sustentar a vida financeira.
Reunir esse repertório levou anos da minha trajetória. E no dia 22 de agosto, vou entregar, numa única manhã, ao vivo e gratuitamente, o caminho que percorri para chegar lá — para você não precisar levar anos para desenvolver o que pode começar a aplicar agora.
Essa é a Imersão Psicopedagoga de Elite: uma oportunidade única de acessar, de uma vez só, o conhecimento que sustenta a virada entre “só mais uma profissional da área” e uma psicopedagoga de elite de verdade.

-
Falando a Real: o que a série do Apple TV+ ensina sobre o limite entre ajudar e resolver pelo outro
Como terapeuta, você já olhou para um paciente, para uma família, para os pais de uma criança que atende, e sentiu vontade de simplesmente falar a real? Aquelas situações em que, enquanto você escuta, pensa: “meu Deus, é só fazer tal coisa que isso resolve, será que eles não estão vendo?”
Isso pode acontecer bastante. Mas sentir vontade não significa que devemos fazer. Nossos pacientes, e as famílias que atendemos, precisam passar pelo processo do aprendizado — e não podemos fazer isso por eles.
Mas, e se você, como terapeuta, não estiver nada bem, e simplesmente decidir que vai falar tudo para seus pacientes?

Harrison Ford e Jason Segel, que interpreta um terapeuta que decide ser brutalmente sincero -
Por que organizar o trabalho terapêutico traz mais paz (e não menos)
Hoje o meu dia foi assim: sentei para organizar a rotina de criação de conteúdo e revisei os processos da minha empresa dentro do Notion, ajustando etapas que já não faziam mais sentido.Nada glamouroso. Nenhuma novidade revolucionária. Só organização do trabalho terapêutico, no sentido mais prático da palavra.
E, ainda assim, foi um dos dias em que mais me senti em paz nas últimas semanas.

Eu aqui na varanda, organizando toda a minha vida no Notion 
-
Carreira e Desenvolvimento Profissional, Estudos e Aprendizagem, Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia, Trabalho e Propósito
VIVER É MELHOR QUE SONHAR! TALVEZ VOCÊ NÃO LEIA ISSO, MAS ACREDITE EM MIM. VOCÊ PRECISA.
Hoje estou aqui pra pensarmos juntos. Existe um problema recorrente que ouço quando oriento profissionais de Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia: Quando eles veem a carreira de outras pessoas na internet, suas conquistas, se sentem atrasados e paralisados na vida por não conseguirem ter o mesmo desempenho, os mesmos resultados.
Para além da óbvia influência das redes sociais na nossa percepção da realidade, vejo que existem outras camadas dessa ardida cebola a serem descascadas (e nem falarei de todas aqui).

















